Início Destaque Reunião discutirá de forma ampliada a questão animal em Alegrete

Reunião discutirá de forma ampliada a questão animal em Alegrete

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Foto: Vereador Paulo Berquó (PT), prefeita Cleni Paz, Nara Leite e médico veterinário Roberto Baltodano durante a CãoMinhada realizada em setembro
Foto: Vereador Paulo Berquó (PT), prefeita Cleni Paz, Nara Leite e médico veterinário Roberto Baltodano durante a CãoMinhada realizada em setembro

“Reunião discutirá de forma ampliada a questão animal em Alegrete”, convoca Berquó.

O vereador Paulo Berquó (PT) está organizando junto com a ONG OPAA, entidade de proteção aos animais, uma reunião ampliada para discutir a causa animal em Alegrete. “Será no dia 10 de novembro próximo, na Câmara Municipal, mas precisamos desde já mobilizar a cidade e os segmentos que estão diretamente envolvidos com esta causa”, explica Berquó.

Para ele, a OPAA vem desenvolvendo um trabalho admirável, mas não pode continuar assumindo responsabilidades que são do Estado ou do Município. “É de saúde pública que estamos falando”, alerta. O vereador avalia que a maioria das pessoas vê a OPAA apenas através das suas ações de maior visibilidade, como os cafés coloniais ou as CãoMinhadas. “Mas estas ações são um meio, não um fim”, argumenta.

– É através de ações como essas que a OPAA consegue ganhar visibilidade e arcar com parte de seus custos que chegam a R$ 15 mil mensais.

A Prefeitura repassa à entidade apenas R$ 2,5 mil.

Berquó avalia que a partir do novo Canil, criaram-se expectativas de avanços em relação às políticas públicas para os animais, mas que até agora foram muito tímidas. “Para isso estamos nos somando à OPAA buscando que mais pessoas possam reforçar essa luta e, inclusive, trabalhando num projeto de lei que queremos apresentar ainda em novembro, regulamentando as políticas públicas nesta área”, revela.

Nara Leite, da OPAA, quer que as pessoas conheçam o trabalho da ONG, sugiram alternativas, já que o universo é vasto e as demandas constantes. “Não podemos assumir responsabilidades que vão além da nossa capacidade”, explica.

– É preciso campanhas efetivas de cirurgias para castração, evitando assim a proliferação e superpopulação de animais de rua, além de atendimento médico veterinário de urgência para animais em risco de morte. Muito mais precisa ser feito, como fiscalização de denúncias de maus-tratos e educação e conscientização da população em relação aos cuidados com os animais. Na questão referente à saúde pública do município, precisamos de um trabalho permanente e eficiente de prevenção de epidemias que tem os animais de rua como vetores.

Todos esses temas serão debatidos no dia 10 de novembro e desde já fica o convite para os interessados nesse tema e os segmentos envolvidos com a saúde pública, fiscalização e controle das políticas públicas.

Ong Opaa