Início Agricultura e Pecuária Culturas de inverno são beneficiadas no Rio Grande do Sul

Culturas de inverno são beneficiadas no Rio Grande do Sul

COMPARTILHAR
As produtividades esperadas giram em torno dos três mil quilos de trigo por hectare – Foto: José Schafer/Emater/RS-Ascar de Santa Rosa

O predomínio de frio, baixa umidade e boa insolação foram favoráveis à cultura do trigo, que tem mantido um desenvolvimento vigoroso, além de retomar um perfilhamento mais intenso, o que poderá proporcionar boa produtividade final. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nessa quinta-feira (16), as lavouras se distribuem em distintas fases, estando 92% em desenvolvimento vegetativo e 8% em floração. As produtividades esperadas giram em torno dos três mil quilos de trigo por hectare.

Assim como o trigo, as demais culturas de inverno também foram beneficiadas com as condições meteorológicas na última semana. A maioria apresenta bom desenvolvimento e aspecto saudável, livres de maiores impactos quanto às pragas e moléstias, mantendo até o momento bom potencial produtivo.

A aveia branca para produção de grãos encontra-se com 54% das lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo, 28% em floração e 18% em enchimento de grão. O potencial produtivo expressado até o momento é de dois mil quilos por hectare. Na canola, os percentuais se dividem entre 11% em desenvolvimento vegetativo, 60% em floração e 29% em enchimento de grão, com potencial de 1,5 mil quilos por hectare. A cevada atinge 92% em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração e apenas 1% em enchimento de grão. A produtividade esperada no momento é de três mil quilos por hectare.

FRUTICULTURA

As condições climáticas têm sido propícias para as espécies de inverno cultivadas na região serrana. As variedades superprecoces de pessegueiros implantadas nas áreas de mesoclimas mais quentes já se encontram no início de frutificação, com enfoliamento bem avançado. Essas áreas já foram alvo de alguns tratamentos fitossanitários, como para a prevenção da principal fitopatia da persicultura, a podridão parda.

Nos locais mais elevados e de tradicional cultivo, as mais precoces já estão em pleno florescimento, evidenciando uma florada abundante e vigorosa, podendo resultar em uma possível boa produção. Todavia, nesses casos, sempre fica um pouco de apreensão por parte do produtor pela possibilidade de geadas tardias, em setembro, de forte intensidade, podendo trazer danos.

CRIAÇÕES

Bovinocultura de corte – Na região de pecuária de corte, as pastagens de inverno estão com o solo encharcado, faltando luminosidade e temperatura favoráveis para o desenvolvimento destas forrageiras. Ocorrem também danos pelo pisoteio dos bovinos, diminuindo a disponibilidade de forragem para o consumo.

Quanto ao campo nativo do Bioma Pampa, nas áreas de boa fertilidade observa-se que as geadas não afetaram de forma significativa as gramíneas de estação quente. Assim, em breve estas plantas deverão iniciar a rebrota, já que as pastagens paralisaram seu crescimento devido à pouca luminosidade dos últimos dias. No geral, o gado permanece com boas condições nutricionais e bom estado corporal. Alguns pecuaristas manifestam o interesse de financiar pastagens de verão, pois a retirada do gado gordo das pastagens de inverno ainda não está ocorrendo.

Ovinocultura – O rebanho apresenta condição corporal razoável, apesar do clima excessivamente chuvoso, fazendo com que mantenha a lã molhada durante longos períodos, o que dificulta o ganho de peso dos animais. Além desse cenário climático desfavorável, a fase é de nascimento dos cordeiros, durante a qual as matrizes devem ingerir os alimentos necessários à mantença corporal e à produção de leite para os cordeiros em amamentação. A recomendação é reservar os melhores potreiros para alocação das matrizes em gestação, com boas pastagens, próximos da sede das propriedades, para permitir vistorias três vezes ao dia, com solos secos, boa drenagem e bons abrigos. Alguns rebanhos estão parindo em pastagens de aveia e azevém, ou nas áreas das pastagens através da integração lavoura-pecuária.

Do ponto de vista sanitário, as verminoses atacam o rebanho ovino em épocas chuvosas e solos encharcados. Assim, devido à umidade excessiva dos campos, já se observa a presença de manqueira em alguns animais. Continuam os trabalhos de manejo pré-parto e a retirada do excesso de lã na região do úbere, para facilitar a futura amamentação dos cordeiros. Nos cordeiros nascidos no cedo já se realizam trabalhos de descola, castração e assinalação.

Pesca artesanal – Na região da Colônia Z3 e Z1, na Lagoa dos Patos, continua proibida a pesca, pois é período de defeso, durante o qual os pescadores recebem o seguro-defeso, que é de um salário mínimo mensal por quatro meses e se estenderá até 30 de setembro.

Nesta região, permanece a comercialização do pescado estocado em feiras do pescador. Os técnicos da Emater/RS-Ascar seguem fazendo visitas aos pescadores artesanais, para acompanhamento e preenchimento das planilhas do Programa Gestão. Na Lagoa Mirim, devido ao frio, as águas apresentam temperaturas muito baixas, ocasionando escassez de peixes. Em Jaguarão, os pescadores estão preocupados com o baixo volume de peixe capturado.

Texto: Adriane Bertoglio Rodrigues/Emater/RS-Ascar
Edição: André Malinoski/Secom

Fonte: estado.rs.gov.br

COMPARTILHAR